Iniciativa reúne diferentes áreas da saúde e promove uma jornada de atendimentos na região do Baixo Madeira, em Porto Velho.
Levar atendimento em saúde a comunidades que enfrentam dificuldades de acesso aos serviços e proporcionar aos acadêmicos uma experiência prática de formação profissional são os principais objetivos do Projeto Vida Amazônica. A iniciativa, idealizada por estudantes da Faculdade Metropolitana de Rondônia, foi apresentada oficialmente na quarta-feira (4), durante solenidade de abertura realizada no Prédio Gastronômico. A primeira edição será realizada neste sábado (7), na comunidade ribeirinha de São Carlos, região do Baixo Madeira, em Porto Velho, com atendimentos gratuitos em diferentes áreas da saúde. 
O projeto reúne professores, profissionais e acadêmicos em uma ação que busca aproximar o conhecimento construído nas instituições de ensino da realidade das comunidades amazônicas. Com a expectativa de atender cerca de mil pessoas, a programação prevê atendimentos nas áreas de Medicina, Odontologia, Biomedicina, Fisioterapia, Estética e Psicologia, distribuídos em três espaços da comunidade.
O coordenador do curso de Medicina da FIMCA, Dr. Luís Eduardo Maiorquin, destacou que a iniciativa representa uma oportunidade de integração entre o aprendizado acadêmico e as necessidades da população ribeirinha. Segundo ele, a experiência também contribui para a formação humana dos futuros profissionais, ao permitir que conheçam de perto os desafios enfrentados por essas comunidades.
“É uma conexão entre o aprendizado dos nossos alunos e a realidade de uma comunidade ribeirinha. Essa vivência é importante porque sensibiliza os estudantes, permite que conheçam as necessidades daquela população e, ao mesmo tempo, possibilita que a instituição contribua com quem precisa de assistência”, ressaltou.
A proposta surgiu a partir da iniciativa dos próprios estudantes, que identificaram a necessidade de desenvolver uma ação voltada às comunidades do Baixo Madeira. Um dos idealizadores do Projeto Vida Amazônica, Micael Correia, estudante do segundo ano de Medicina da Faculdade Metropolitana, relata que a ideia surgiu durante uma conversa com o colega Mateus Milani.
“Tudo começou com uma conversa entre nós, dentro da faculdade. A gente queria criar algo que realmente pudesse fazer a diferença, que não ficasse só na teoria ou dentro da sala de aula. Quando pensamos nas comunidades ribeirinhas, percebemos que existem pessoas que precisam de atendimento e que, muitas vezes, não conseguem ter acesso a esses serviços com facilidade. Saber que agora estamos conseguindo tirar essa ideia do papel e levar atendimento até São Carlos é muito gratificante. Para nós, enquanto estudantes, é a oportunidade de usar aquilo que estamos aprendendo para ajudar outras pessoas. No fim, o mais importante é saber que esse projeto pode chegar a quem realmente precisa”, destacou.
A mobilização dos acadêmicos ganhou dimensão institucional e passou a reunir estudantes de diferentes cursos e áreas de formação. Felipe Fialho, acadêmico do sexto período de Medicina do Centro Universitário Aparício Carvalho – FIMCA, explicou que a ação terá uma jornada de três dias na comunidade, com atendimentos em diversas especialidades.
“Vamos levar atendimentos à comunidade de São Carlos, que enfrenta dificuldades de acesso à assistência em saúde. Serão três dias de atividades, envolvendo diferentes especialidades médicas, além de Fisioterapia e Psicologia. Para nós, acadêmicos, é uma oportunidade muito importante de colocar em prática o que aprendemos durante a graduação e, principalmente, contribuir com uma população que necessita desses serviços”, destacou.
Além da assistência oferecida aos moradores, o projeto também proporciona aos estudantes uma vivência que amplia a formação para além das salas de aula e dos laboratórios. O contato com diferentes realidades sociais permite desenvolver habilidades técnicas e humanas, como escuta, acolhimento, empatia e responsabilidade social.
Para a acadêmica de Medicina do Centro Universitário Aparício Carvalho – FIMCA, Maria Eduarda, a iniciativa representa justamente essa união entre aprendizado e contribuição social. Ela destacou que a experiência permite aplicar os conhecimentos adquiridos durante a graduação e, ao mesmo tempo, atender uma comunidade que enfrenta dificuldades para acessar serviços de saúde.
“Essa primeira edição do Vida Amazônica tem um significado muito importante. Vamos atender a comunidade de São Carlos, que enfrenta dificuldades de acesso aos serviços de saúde. Além de colocar em prática o que aprendemos em sala de aula e nos laboratórios, temos a oportunidade de contribuir diretamente com a população”, afirmou.
Com a primeira edição, o Projeto Vida Amazônica reforça o compromisso da Faculdade Metropolitana de Rondônia com a formação acadêmica aliada à responsabilidade social. A iniciativa também evidencia o protagonismo dos estudantes na construção de ações que ultrapassam o ambiente universitário e buscam contribuir com as necessidades das comunidades amazônicas, aproximando a educação superior da população do Baixo Madeira.
Fonte: Ascom










