Pesquisas sobre doenças neurológicas destacam a produção científica dos acadêmicos e os desafios da saúde amazônica
Trabalhos científicos abordam doenças como Alzheimer, manifestações neurológicas das arboviroses e malária cerebral. Participação destaca a produção científica de acadêmicos da instituição e a atuação de integrantes da diretoria da Liga Acadêmica de Neurologia e Neurocirurgia de Rondônia (LANEURO).
Acadêmicos do curso de Medicina da Faculdade Metropolitana de Rondônia – UNNESA participaram do 2º Congresso de Neurologia e Neurocirurgia da Região Norte, o Neuro Norte 2026, realizado nos dias 16 e 17 de outubro, em Ji-Paraná (RO). O evento reuniu médicos, pesquisadores, especialistas e acadêmicos para discutir avanços científicos, novas tecnologias e desafios relacionados ao diagnóstico e tratamento de doenças neurológicas.
A instituição esteve representada na produção de três trabalhos científicos que abordaram a doença de Alzheimer, as manifestações neurológicas associadas às arboviroses e a malária cerebral. As pesquisas contaram com a participação de oito acadêmicos do curso de Medicina da Metropolitana, evidenciando o envolvimento dos futuros médicos com a investigação científica e com temas de relevância para a saúde pública amazônica.
Entre os participantes estão Laura Cristina de Negreiros, João Armando Mikael de Brito Colaço e Eustásio Chaves Chagas, acadêmicos do terceiro ano de Medicina e integrantes da diretoria da Liga Acadêmica de Neurologia e Neurocirurgia de Rondônia (LANEURO). Laura ocupa a presidência da liga, João Mikael exerce a função de diretor de Práticas e Eustásio integra a diretoria Financeira.
Também participaram da produção científica as acadêmicas de Medicina da Metropolitana Laryssa Moreira de Azevedo, Vitória Beatriz dos Reis Sousa, Mariana Félix Pinheiro e Maria Luiza Chaves de Oliveira, além de João Rafael Donadon, acadêmico do sexto ano do curso.
Neuroimagem e avanços no diagnóstico da doença de Alzheimer
O acadêmico João Armando Mikael de Brito Colaço apresentou o trabalho “Achados de neuroimagem na doença de Alzheimer: da ressonância magnética aos biomarcadores moleculares”, desenvolvido em coautoria com Nayara da Costa Andrade.
A pesquisa analisa a contribuição das tecnologias de neuroimagem, como a ressonância magnética e a tomografia por emissão de pósitrons (PET), para a identificação de alterações associadas à doença de Alzheimer. O estudo também aborda o papel dos biomarcadores moleculares no diagnóstico e acompanhamento da doença, discutindo as desigualdades regionais no acesso a exames especializados.
A investigação destaca que, embora os avanços tecnológicos tenham ampliado as possibilidades de diagnóstico precoce, as diferenças na distribuição dos serviços de saúde e dos recursos diagnósticos ainda representam desafios para a assistência, especialmente em regiões com menor disponibilidade de tecnologias especializadas.
Para João Mikael, a participação no congresso representa uma oportunidade de ampliar os conhecimentos e conhecer diferentes perspectivas profissionais.
“O congresso tem um impacto significativo na formação acadêmica, pois proporciona aos estudantes experiências que vão além da sala de aula. É uma oportunidade de encontrar médicos e especialistas, como o Dr. André Scacomerli, para discutir assuntos de forma aprofundada, ampliar conhecimentos e conhecer diferentes perspectivas profissionais”, destacou o acadêmico. 
João também ressaltou a importância do contato com tecnologias e experiências práticas durante o evento, além das oportunidades de intercâmbio científico entre acadêmicos de diferentes instituições.
“Participar de um congresso significa ampliar a bagagem teórica e prática, aprofundar assuntos que nem sempre recebem a devida atenção durante a graduação, desenvolver o pensamento crítico e fortalecer o interesse pela pesquisa. É uma experiência que contribui para o crescimento individual e profissional, enriquece o currículo acadêmico e torna a trajetória universitária ainda mais completa e significativa”, afirmou.
Arboviroses e suas manifestações neurológicas na Região Norte
Outro trabalho apresentado foi “Manifestações neurológicas associadas às arboviroses na Região Norte do Brasil: desafios diagnósticos e perspectivas para o manejo clínico”, desenvolvido pelas acadêmicas Laura Cristina de Negreiros, Laryssa Moreira de Azevedo, Vitória Beatriz dos Reis Sousa, Mariana Félix Pinheiro e Maria Luiza Chaves de Oliveira.
A pesquisa discute as complicações neurológicas associadas às arboviroses, especialmente dengue, Zika e chikungunya, infecções de grande relevância epidemiológica na Região Norte.
O estudo aborda manifestações como encefalites, meningites, neuropatias periféricas e outras complicações do sistema nervoso, destacando as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saúde no reconhecimento dessas condições.
A investigação também reforça a importância da vigilância epidemiológica, do diagnóstico oportuno e da ampliação do acesso aos serviços especializados, considerando que as manifestações neurológicas dessas infecções podem representar importantes desafios para o manejo clínico dos pacientes.
Malária cerebral e os desafios do diagnóstico precoce
A terceira pesquisa, intitulada “Malária cerebral: desafios no diagnóstico precoce e perspectivas terapêuticas para redução da mortalidade e das sequelas neurológicas”, foi desenvolvida por Laura Cristina de Negreiros, Eustásio Chaves Chagas, João Rafael Donadon e Paula Talis Negreiro de Abreu.
O trabalho aborda uma das manifestações mais graves da malária, caracterizada pelo comprometimento neurológico e pelo risco de complicações potencialmente fatais.
A pesquisa discute os desafios relacionados ao reconhecimento precoce da doença, às estratégias terapêuticas e à prevenção de sequelas neurológicas. O estudo também destaca a necessidade de acompanhamento dos pacientes após o tratamento, considerando a possibilidade de comprometimentos neurológicos persistentes.
A temática apresenta especial relevância para a Região Amazônica, onde a malária permanece como um importante problema de saúde pública e exige atenção dos serviços de assistência e vigilância em saúde.
LANEURO fortalece a integração entre pesquisa e formação médica
A participação no congresso também evidencia a atuação da Liga Acadêmica de Neurologia e Neurocirurgia de Rondônia (LANEURO), organização acadêmica voltada ao aprofundamento dos conhecimentos nas áreas de neurologia e neurocirurgia.
A presença de três integrantes de sua diretoria entre os acadêmicos da Metropolitana que participaram das pesquisas demonstra a importância da articulação entre as atividades das ligas acadêmicas, a formação universitária e a produção científica.
Para Laura Cristina de Negreiros, acadêmica do terceiro ano de Medicina da Metropolitana e presidente da LANEURO, a experiência de apresentar pesquisas em um congresso regional contribui para o amadurecimento acadêmico e fortalece o compromisso com a produção científica.
“Participar do Neuro Norte representa uma oportunidade de ampliar nossos conhecimentos, compartilhar pesquisas e aprender com profissionais que atuam diretamente na neurologia e na neurocirurgia. Como presidente da LANEURO, acredito que a liga tem um papel importante no incentivo à pesquisa e na aproximação dos acadêmicos com diferentes áreas da medicina. Apresentar trabalhos sobre doenças que também fazem parte da realidade amazônica torna essa experiência ainda mais significativa, pois demonstra como a ciência pode contribuir para melhorar a assistência à nossa população”, destacou Laura.
Além da apresentação dos trabalhos, a programação científica proporcionou contato com especialistas, novas tecnologias, simuladores e discussões sobre técnicas e ferramentas utilizadas na prática médica. 
Para João Mikael, essas oportunidades também contribuem para o fortalecimento da ciência produzida na Região Norte.
“Participar de um congresso também significa contribuir para o fortalecimento do desenvolvimento científico e tecnológico da Região Norte. Ao ampliar o acesso ao conhecimento, estimular a pesquisa e aproximar os acadêmicos das inovações na área da saúde, esses eventos incentivam a formação de profissionais mais preparados para enfrentar os desafios e atender às necessidades da população amazônica”, ressaltou.
Produção científica e compromisso com a saúde amazônica
A participação dos acadêmicos da Faculdade Metropolitana de Rondônia no Neuro Norte 2026 demonstra a importância de incentivar a pesquisa científica desde os primeiros anos da graduação, promovendo a integração entre o conhecimento adquirido em sala de aula e os desafios enfrentados na prática médica.
Os três trabalhos apresentados abordam questões que ultrapassam o campo da neurologia e dialogam diretamente com a realidade regional, incluindo as desigualdades no acesso a tecnologias diagnósticas, as complicações de doenças infecciosas e a necessidade de qualificar a assistência especializada.
A presença de acadêmicos de diferentes períodos do curso também evidencia as possibilidades de integração e colaboração científica ao longo da formação médica.
Ao estimular a participação em congressos, o desenvolvimento de pesquisas e a inserção dos acadêmicos em atividades científicas, a Faculdade Metropolitana de Rondônia – UNNESA reforça a importância de uma formação médica fundamentada na ciência, na atualização profissional e na responsabilidade com as necessidades de saúde da população amazônica.
Fonte: Ascom






