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Acadêmicos do 4º ano de Medicina da Faculdade Metropolitana participam de oficina sobre violência contra a mulher

28/10/2026 às 16h55min

Atividade reuniu profissionais da saúde, assistência social e Ministério Público para discutir o acolhimento humanizado, a identificação da violência e a atuação dos futuros médicos na rede de proteção às mulheres.

O curso de Medicina da Faculdade Metropolitana de Rondônia realizou, nos dias 17 e 24 de outubro de 2026, a Oficina de Violência Contra a Mulher, destinada aos acadêmicos do 4º ano, turmas A e B. A atividade proporcionou uma abordagem interdisciplinar sobre um dos principais desafios da saúde pública brasileira, destacando a importância da identificação precoce da violência, do acolhimento humanizado e da atuação integrada entre os serviços de saúde, assistência social e justiça.

A oficina contou com a participação da médica ginecologista e obstetra Dra. Ida Peréa Monteiro, do docente e enfermeiro obstetra César Batista, da promotora de Justiça Dra. Tânia Garcia, coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Proteção Integral e Defesa dos Direitos das Vítimas (GAEVIT), do Ministério Público de Rondônia, e da assistente social Karigina Suely Oliveira Gomes, da Maternidade Municipal de Porto Velho.

Durante os encontros, os profissionais compartilharam experiências relacionadas à identificação de sinais de violência física, psicológica e sexual, aos cuidados clínicos necessários, à escuta qualificada e aos procedimentos de notificação compulsória. Também foram discutidos os cuidados com o registro das informações no prontuário médico e a importância da articulação com os órgãos responsáveis pela proteção das vítimas.

Um dos pontos centrais da atividade foi a compreensão de que o atendimento à mulher em situação de violência exige mais do que conhecimento técnico. A postura do profissional, o respeito à privacidade, a escuta sem julgamentos e o conhecimento da rede de apoio são fundamentais para evitar a revitimização e garantir um atendimento seguro.

Para o coordenador do curso de Medicina, Dr. Luis Eduardo Maiorquin, a aproximação dos acadêmicos com profissionais que atuam diretamente no enfrentamento da violência contribui para uma formação mais sensível às necessidades da população.

“Precisamos formar médicos que saibam reconhecer não apenas os sinais clínicos, mas também as situações de vulnerabilidade que chegam aos serviços de saúde. A violência contra a mulher exige preparo técnico, sensibilidade e responsabilidade. Trazer profissionais de diferentes áreas para compartilhar suas experiências permite que nossos acadêmicos compreendam a complexidade dessas situações e estejam mais preparados para oferecer um atendimento humanizado e responsável”, destacou Maiorquin.

A participação do Ministério Público e da assistência social também ampliou a compreensão dos acadêmicos sobre os caminhos percorridos pelas mulheres após o atendimento inicial, evidenciando a necessidade de comunicação entre os diferentes serviços e instituições envolvidos na garantia de direitos.

Segundo o professor César Batista, responsável pela atividade, a proposta foi aproximar os conteúdos discutidos durante a graduação das situações que os futuros médicos poderão encontrar em sua prática profissional.

“Muitas vezes, a mulher em situação de violência procura um serviço de saúde sem relatar diretamente o que está acontecendo. Por isso, é fundamental que o profissional saiba identificar sinais, acolher sem julgamentos e conduzir o atendimento de maneira adequada. Nosso objetivo foi mostrar aos acadêmicos que o cuidado não termina na consulta ou no tratamento de uma lesão. É necessário compreender a realidade dessa mulher, respeitar suas necessidades e conhecer a rede de proteção para que ela receba a assistência necessária”, explicou César.

A oficina reforçou a importância da integração entre ensino e serviços públicos, permitindo aos acadêmicos conhecer diferentes perspectivas profissionais sobre o enfrentamento da violência contra a mulher e os desafios presentes na realidade de Porto Velho.

A iniciativa integra as estratégias do curso de Medicina da Faculdade Metropolitana para promover uma formação que associa conhecimento científico, responsabilidade social e compromisso com a dignidade humana, preparando futuros médicos para uma atuação ética, acolhedora e comprometida com a saúde integral das mulheres.

 

Fonte: Ascom

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