Uma jornada marcada por desafios, propósito e transformação. Assim foi a chegada da equipe do projeto Estação Saúde, da Faculdade Metropolitana, à Aldeia Joaquim, localizada na zona rural de Cacoal (RO). Mais do que uma ação de extensão acadêmica, a iniciativa reafirma o compromisso da instituição com a promoção de saúde e o cuidado com comunidades que enfrentam dificuldades de acesso a serviços essenciais.
A expedição teve início no dia 27 de março, quando acadêmicos e profissionais saíram de Porto Velho rumo à aldeia. O percurso, no entanto, foi um capítulo à parte: trechos de asfalto deram lugar a estradas de chão e lama, exigindo esforço, resiliência e espírito coletivo. Cada quilômetro percorrido reforçou o significado da ação — levar atendimento onde ele é mais necessário, mesmo diante das adversidades.
A Aldeia Joaquim é formada por cerca de 100 residentes, além de atender moradores de outras aldeias da região. O local possui uma escola e igrejas que funcionam como importantes espaços de convivência e fortalecimento social. Ainda assim, o acesso à saúde especializada é limitado, o que torna iniciativas como essa ainda mais relevantes.
Durante a ação, foram ofertados diversos serviços à comunidade, incluindo:
- Triagem de pacientes
- Realização de testes rápidos
- Atendimento médico
- Atendimento odontológico
- Coleta de material para exames laboratoriais
A presença da equipe multidisciplinar possibilitou não apenas o atendimento clínico, mas também o acolhimento humanizado, respeitando as especificidades culturais da comunidade.
Para o diretor de expansão do grupo, Maurício Carvalho, a ação representa um importante elo entre formação acadêmica e responsabilidade social.
“No Estação Saúde da Faculdade Metropolitana, nossos biomédicos e médicos vão atender na Aldeia Joaquim. É um trabalho dedicado e incrível para todos os acadêmicos, profissionais e, tenho certeza, para todos os povos originários”, destacou.
A experiência também marcou profundamente os estudantes envolvidos. Para a acadêmica Kethleen Fritz, a vivência foi transformadora:
“Foi emocionante viver tudo isso. Saímos completamente da nossa zona de conforto, nos entregamos de corpo e alma, e foi lindo de ver e viver. Gratidão a cada pessoa envolvida, que acreditou na ideia e topou fazer parte dessa locomotiva carregada de amor e solidariedade. Sem esse empenho coletivo, nada disso seria possível”, afirmou.
Mais do que levar atendimentos, o Estação Saúde promove conexões, aprendizado e impacto real na vida das pessoas. Ao mesmo tempo em que contribui para a formação prática dos acadêmicos, fortalece o compromisso da Faculdade Metropolitana com uma educação que ultrapassa os muros da sala de aula.
A iniciativa reforça que cuidar da saúde também é um ato de transformação social — e que, muitas vezes, o caminho até quem precisa já é, por si só, parte dessa missão.








