Atividade utilizou o filme Coringa como ponto de partida para discutir criminologia, saúde mental e responsabilidade jurídica, além de preparar estudantes para a experiência do júri simulado
O cinema foi o ponto de partida para uma experiência acadêmica que aproximou Direito, Psicologia e Criminologia na formação dos acadêmicos de Direito da Faculdade Metropolitana. Realizado no último sábado (12), no anfiteatro Dra. Maria Silvia Carvalho, o projeto Direito e Cinema utilizou o filme Coringa para estimular uma análise sobre saúde mental, comportamento humano, criminalidade e responsabilidade no âmbito jurídico. 
A atividade foi desenvolvida a partir das disciplinas de Oficina de Criminologia e Psicologia Jurídica e propôs aos acadêmicos uma leitura que ultrapassasse a narrativa apresentada nas telas. Depois da exibição, acadêmicos e profissionais convidados conduziram um debate sobre as diferentes camadas presentes na obra e a forma como questões psicológicas e sociais podem ser analisadas pelo Direito.
Para a docente do curso de Direito da Faculdade Metropolitana, Milena Campos, a proposta foi justamente utilizar o cinema como ferramenta de aprendizagem e criar uma conexão entre áreas que dialogam diretamente na prática jurídica.
“A proposta do Direito e Cinema é fazer essa junção entre o Direito e a Psicologia. A partir do filme Coringa, conseguimos discutir como a saúde mental e os transtornos mentais são compreendidos dentro dos processos jurídicos, além d

e refletir sobre questões relacionadas a direitos, deveres e responsabilidade. É uma forma de levar os acadêmicos a enxergarem essas questões de maneira mais profunda e interdisciplinar.”
A discussão também permitiu aos estudantes analisar que, por trás de um crime, existem diferentes fatores que precisam ser considerados na construção de uma análise jurídica. Foi a partir dessa perspectiva que o professor de Direito Penal da Faculdade Metropolitana, Thiago Viana, conduziu parte das reflexões relacionadas à criminologia e aos aspectos penais presentes no filme.
“Acredito que essa iniciativa é muito boa para fazer essa comunicação da arte com o Direito e levar esse desenvolvimento crítico dos alunos dentro das disciplinas da faculdade.”
A participação de profissionais de diferentes áreas ampliou a experiência dos acadêmicos, que puderam observar como uma mesma situação pode receber diferentes interpretações conforme o campo de conhecimento utilizado. A proposta também estimulou uma postura mais crítica diante dos casos jurídicos, considerando não apenas a legislação, mas os aspectos sociais e humanos envolvidos.
Para quem está em formação, a experiência representou uma oportunidade de enxergar o conteúdo trabalhado em sala de aula de uma maneira mais concreta. Acadêmico do terceiro período de Direito, Marcos Franco da Silva destacou a importância da metodologia para compreender questões que nem sempre são abordadas de forma aprofundada na rotina acadêmica.
“A gente conseguiu abordar vários temas muito importantes, principalmente questões relacionadas às doenças psicológicas e aos crimes que podem estar ligados ao contexto social e às experiências vividas pela pessoa. No filme Coringa, conseguimos observar tudo isso primeiro pela história e depois aprofundar a discussão com os palestrantes.” 
Da análise cinematográfica para a prática jurídica
A programação também se conecta à proposta de formação prática dos acadêmicos, que tiveram a oportunidade de participar de um júri simulado. A atividade coloca os estudantes diante de uma dinâmica que reproduz, em ambiente acadêmico, elementos presentes em uma sessão de julgamento.
Ao assumir diferentes papéis, os acadêmicos exercitam competências fundamentais para a atuação profissional, como argumentação, oratória, interpretação jurídica, construção de teses e capacidade de análise. A experiência permite transformar o conhecimento teórico em uma vivência prática e contribui para que os estudantes desenvolvam mais segurança diante das situações que poderão encontrar no exercício da profissão.
A proposta mostra que a formação jurídica não se limita ao estudo das leis. Ao utilizar uma produção cinematográfica para discutir questões relacionadas ao comportamento humano e, posteriormente, levar os acadêmicos à prática do júri simulado, a Faculdade Metropolitana cria diferentes caminhos para que os estudantes desenvolvam pensamento crítico e compreendam a complexidade da atuação jurídica.
Fonte: Ascom






